quinta-feira, 29 de abril de 2010

Heroico Fulham decide Europa League; Liverpool eliminado em casa


Nas partidas de volta da semifinal da Europa League, dois times da Premier League entraram em campo nesta quinta-feira, mas apenas um deles avançou até a grande final. Jogando em casa, o Fulham venceu o Hamburg, cidade-sede da final, por 2 x 1, enquanto o Liverpool, após prorrogação, fez 2 x 1 sobre o Atlético de Madrid, e foi eliminado pelo gol sofrido em casa.


Depois do bom, mas perigoso, empate por 0 x 0 na Alemanha, o Fulham sabia da necessidade de não sofrer um gol em casa, pois qualquer empate com gols classificaria o Hamburg. E o medo se concretizou aos 22 minutos, quando Mladen Petric acertou uma espetacular cobrança de falta no ângulo direito de Mark Schwarzer, placar da primeira etapa.

Sem jogar bem, as coisas pareciam ficar ainda piores quando Roy Hodgson foi obrigado a substituir Bobby Zamora, artilheiro da equipe na temporada - o atacante inglês estava jogando no sacrifício, com uma lesão no tendão de Aquiles. Porém, com a entrada do norte-americano Clint Dempsey, o Fulham melhorou na partida, e o gol de empate saiu aos 24 minutos do segundo tempo: Danny Murphy fez primosoro lançamento para Simon Davies dentro da área; o meia galês cortou Guy Demel com um mini-chapéu e tocou na saída de Frank Rost.

Ajudado pela sua torcida, que lotou o Craven Cottage, o Fulham passou a pressionar o HSV, e o gol da vitória saiu a 14 minutos do fim da partida: Davies cobrou escanteio na área, Demel falhou e a bola sobrou para Zoltan Gera virar e classificar o time londrino para sua primeira final continental da história.

Ficha da partida:

Fulham: Schwarzer; Pantsil(Nevland), Hangeland, Aaron Hughes e Konchesky; Dickson Etuhu e Danny Murphy; Duff, Gera e Simon Davies; Zamora(Dempsey).
Téc.: Roy Hodgson.

Hamburg: Rost; Demel, Jerome Boateng, Mathijsen e Aogo; Jarolim(Rozehnal), Zé Roberto, Tesche(Tomás Rincón(Guerrero)) e Pitroipa; Petric e Van Nistelrooy.
Téc.: Ricardo Moniz.


Também na Inglaterra, o Liverpool recebeu o Atlético de Madrid com a desvantagem do 1 x 0 sofrida no Vicente Calderón.

Jogando um bom primeiro tempo, os Reds não conseguiam abrir o placar. Quando parecia que o primeiro tempo terminaria sem gols, Yossi Benayoun cruzou da direita para Alberto Aquilani, de boa partida, fazer 1 x 0, aos 44 minutos.

Ao contrário da primeira etapa, o Liverpool não repetiu sua boa atuação no segundo tempo, muito cauteloso em não sofrer um quase fatal gol em casa, e pouco se aventurou ao ataque, e a partida encaminhou-se para a prorrogação.

Ao fim do tempo regulamentar, foi anunciado em Anfield Road a classificação do Fulham para a final, e o estádio aplaudiu o feito do time londrino. Uma atitude de arrepiar.

E bastaram cinco minutos para o time de Rafa Benítez ampliar: Lucas fez grande passe nas costas da zaga colchonera, encontrando Benayoun livre para marcar.

O empate espanhol veio ainda no primeiro tempo: aos 12 minutos, Glen Johnson perdeu para Reyes no alto, e o meia atacante espanhol encontrou Diego Forlán na área, livre, para diminuir o placar. Aí fica a questão: o gol fora deveria valer na prorrogação? É um critério injusto com quem decide em casa, pois só há possibilidade de prorrogação na segunda partida, e o Liverpool acabou tendo 120 minutos pra não sofrer gols em casa, enquanto o Atlético teve 90.

Crítica ao regulamento à parte, fato é que os Reds sentiram o gol, e passaram todo segundo tempo da prorrogação sem criar reais chances de gol, e acabaram eliminados de qualquer possibilidade de título na temporada 09/10.


Ficha da partida:


Liverpool: Reina; Mascherano(Degen), Carragher, Agger e Glen Johnson; Lucas e Aquilani(El Zhar); Benayoun(Daniel Pacheco), Gerrard e Babel; Kuyt.
Téc.: Rafa Benítez.

Atlético: David de Gea; Valera, Perea, Álvaro Domínguez e Antonio López; Paulo Assunção(Jurado), Raúl García, Reyes e Simão; Agüero(Salvio) e Forlán(Ignacio Camacho).
Téc.: Quique Sánchez Flores.

A final entre Fulham x Atlético de Madrid será no dia 12 de maio, em Hamburg.

Um comentário:

Vinícius Franco disse...

O Liverpool chegou até aí com muita raça, mas chega uma hora que vontade não basta. Acabou pagando pelo time fraco tecnicamente que tem. Mas foi guerreiro, merece aplausos. Foi longe demais pelo time pífio que tem.