quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Análise da semana: mais do que três pontos

O título não tem nada de original, mas retrata bem a situação vivida no dia 29 de dezembro, na cidade de Birmingham, onde o quarto colocado, Aston Villa, receberia o sétimo, Liverpool. Uma derrota do time de Rafa Benítez e a equipe se veria a oito pontos da Champions League, restando menos de um turno para a recuperação. A expectativa era de um jogo aberto, com o Villa tentando usar do fator casa, e o Liverpool de sua grandeza e história em partidas desse porte.


A aberta e ofensiva partida da qual todos esperavam, não aconteceu. A ausência de Ashley Young fez dos comandados de Martin O'Neill um time previsível, ainda que de intensa troca de posições entre os wingers James Milner e Stewart Downing. Em contrapartida, com Gerrard bastante próximo de Fernando Torres, a tendência dos Reds era de buscar jogo em torno de seu capitão, centralizando todas as ações. Em resumo: um jogo amarradíssimo.

Ousarei cometer um devaneio: na segunda etapa, a partida tomou ares de Libertadores. De nada lembrava uma típica partida de Campeonato Inglês, com toques rápidos, verticais e jogadas pelas extremidades, mas sim um jogo de marcação absoluta, intensidade enorme, com O'Neill prestes a infartar no banco de reservas, tamanho seu envolvimento na partida. Não havia espaços ou falhas defensivas.
Até que...

... Warnock, ex-Liverpool, recupera uma bola no meio de campo e tenta o passe para Dunne, aos 92:00 cravados. O passe sai curto e o zagueiro irlandês escorrega no lance; Kuyt retoma, toca para Benayoun, que divide com Agbonlahor e a bola sobra, livre, aos 92:10, para... Fernando Torres.

Pronto, ares de Premier League reestabelecido: Niño Torres decidindo uma partida para os Reds. O chute cruzado, no canto direito de Brad Friedel, deixou o Liverpool a quatro pontos da zona de Champions League, uma diferença tangível quando em questão está um time que nunca caminhará sozinho.


Time-base(4-2-3-1): Reina; Glen Johnson, Carragher, Agger e Insúa; Mascherano e Lucas(Aquilani); Kuyt, Gerrard e Fábio Aurélio; Fernando Torres.

Artilheiros na temporada:
Fernando Torres - 12 gols
Steven Gerrard, Dirk Kuyt e Yossi Benayoun - 5 gols

Curiosidade: Na mesma altura da temporada passada (20ª rodada), o Liverpool liderava com 45 pontos. Hoje, se encontra apenas em sétimo, com 33. Mais: se algum torcedor dos Reds ainda cogita o título, é bom saber que na campanha do vice-campeonato da temporada passada foram conquistadas 25 vitórias, contra 10 da atual, ou seja, pra igualar o número de vitórias basta "apenas" vencer 15 dos últimos 18 jogos.

Próximos compromissos:
10/01 Premier League - vs. Tottenham
13/01 FA Cup - vs. Reading
16/01 Premier League - Stoke City vs.
23/01 FA Cup - Liverpool/Reading vs. Burnley
26/01 Premier League - Wolverhampton vs.
30/01 Premier League - vs. Bolton

4 comentários:

Vinícius Franco disse...

A campanha do Liverpool é realmente bem ruim, assim como anda o futebol da equipe. Nem Gerrard vem jogando bem.
Acho que pra melhorar, a equipe precisa de mais um bom atacante e um bom meia - parece que Maxi Rodriguez está quase fechado. E um bom defensor seria bem-vindo também.

Lucas de Oliveira disse...

O Liverpool ta mal mesmo, mas espero que a reação não comece pelo meu Tottenham, estamos bem no campeonato se ganharmos essa brigaremos pelo título.

Anderson Santos disse...

"De nada lembrava uma típica partida de Campeonato Inglês, com toques rápidos, verticais e jogadas pelas extremidades, mas sim um jogo de marcação absoluta, intensidade enorme"

Tudo bem que a Libertadores geralmente é mais pegada, mas é estranho ler isso hoje em dia. Afinal, cerca de cinco anos atrás o futebol inglês ainda era o dos bicões e cruzamentos para a área. Como mudou...

Matheus Pereira (FootEuro) disse...

O Liverpool deveria trazer, além de Maxi, Benzema. Parece que o carequinha está insatisfeito no Real, e poderia ser negociado.